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“SE ESSA CAPA FOSSE MINHA”

Confira o resultado de um exercício educomunicativo que envolveu fotografia, literatura e representatividade neste ensaio que colocou jovens leitoras na capa de seus livros preferidos

O processo de construção das imagens surgiu através de três livros que marcaram nossa jornada no projeto Literatura e Direitos Humanos: Para ler, ver e contar, foram eles:

1. Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que retrata a escravidão de forma clara e objetiva sem romantizar ou modificar os acontecimentos do passado;

2. Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, um famoso discurso que fala sobre como o feminismo deve ser uma luta de todas as pessoas;

3. Meu crespo é de rainha, de bell hooks, que exalta a beleza de cabelos crespos e cacheados, ensinando as crianças – e pessoas mais velhas também – a amarem seus cabelos.

Ao escolhermos esses livros para fazer uma releitura de suas capas, queríamos retratar o empoderamento feminino, a desigualdade de gênero e a escravidão – mostrando de forma explícita e impactante nossas perspectivas sobre essas grandes obras, escritas por grandes autoras.

TEXTO: Duda Pimentel, mediadora da Biblioteca comunitária Ademir dos Santos

CRÉDITOS DAS FOTOS

IDEALIZAÇÃO: Lizandra Stephany Santana Santos, Maria Eduarda Pimentel de Almeida, Natalia Milagre Elias e Vanessa Nunes Pereira

MODELOS: Maria Eduarda Pimentel de Almeida, Natalia Milagre Elias, Vanessa Nunes Pereira

FOTOGRAFIA: Gabriel Razo

Virajovens de São Paulo (SP).

Este conteúdo foi originalmente publicado na Revista Viração, Edição 116. Todas as edições da Revista Viração podem ser acessadas digitalmente na plataforma Issuu.

Escola, cidadania, juventudes, afetividades: as primeiras oficinas da ECA em São Paulo

Para começar as atividades do ciclo de oficinas da Escola de Cidadania para Adolescentes em São Paulo, foram elaborados encontros com atividades pensadas para aproximar as e os jovens participantes e mapear afetividades com suas comunidades e territórios.

No primeiro encontro, a integração. Os jovens foram convidados e produzir seus crachás de identificação marcados com diferentes cores que representavam as regiões de onde vieram. Em seguida, uma roda de apresentações fez com que eles e elas dialogassem sobre vivências e preferências individuais e comuns.

Após conhecerem a plataforma da ECA, a programação e o plano de atividades para as oficinas, a turma foi chamada a uma reflexão sobre os conceitos de Escola, Cidadania e sobre Ser Adolescente. A ideia central desta atividade é captar referências e experiências que cada jovem traz quando pensam sobre cada um dos conceitos propostos.

“O que é a escola?”, “Como a escola pode ser legal?”, “O que é cidadania e o que adolescentes têm a ver com isso?”, “O que é ser adolescente?” – estas e outras perguntas foram objeto de debate entre as e os jovens que, divididos em três grupos, produziram um cartazes com a síntese das discussões. Cada grupo apresentou seu cartaz e suas reflexões para os demais e escreveram sobre suas expectativas quanto ao projeto.

No segundo encontro, algumas dinâmicas e atividades colaborativas contribuíram para o mapeamento afetivo dos territórios, direitos, participação social, identidades e pertencimentos, além de definir acordos de convivência para as oficinas – um exemplo ilustrativo de como estes acordos estão presentes e são necessários para convivência em sociedade.

Após uma conversa inicial sobre as expectativas que as e os jovens relataram no final no primeiro encontro, uma ‘chuva de ideias’ iniciou trouxe para o centro da conversa o significado do termo mapeamento afetivo.

Para encerrar o segundo encontro, a dinâmica ‘Word Café’ dividiu a turma em grupos que, ao redor de mesas, discutiram os temas propostos na chuva de ideias: a cada 20 minutos, os grupos trocavam de mesa e passavam a debater um novo tema do mapeamento afetivo, com a ajuda dos educadores, que ficaram responsáveis por acompanhar a aplicação de um questionário que sistematizou o resultado das discussões.