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Rapidinhas

Competências para a vida: oficinas discutem sonhos, aprendizados, cidadania e direitos das juventudes

8 de dezembro de 2018

O cronograma de encontros da Escola de Cidadania para Adolescentes foi preparado para abordar uma série de temas essenciais para quem está nessa fase da vida cheia de descobertas e sonhos – democracia, direitos humanos, a participação política, a comunicação, o meio ambiente e o significado de ser adolescente no Brasil.

Todos os temas foram trabalhados buscando aproximar os conceitos da realidade das e dos jovens, suas vivências e afinidades, de modo que os conhecimentos debatidos em cada encontro pudessem ser traduzidos em ideias e ações práticas pela turma em suas relações sociais e espaços privados e coletivos.

Com base no Guia Competências para a vida – trilhando caminhos de cidadania, desenvolvido pelo Unicef para auxiliar educadores e pessoas que trabalham com o fortalecimento de meninas e meninos na adolescência e “sugere uma série de temas traduzidos em competências, que podem contribuir para que a adolescência seja vivenciada de forma plena, com garantia de acesso a direitos e com a participação desse público em processos decisórios”, a equipe de educomunicadores da Viração elaborou três encontros com o objetivo de trabalhar algumas destas competências, explorando os sonhos e projetos de vida das e dos adolescentes. 

Na primeira parte do encontro ‘Sonhos, propósitos e objetivos’, a partir da pergunta chave “Quais sonhos carrego comigo?”, a equipe de educadores buscou despertar na turma reflexões sobre o uso do pensamento crítico e criativo, o senso de responsabilidade, a autonomia e a resiliência.

Para começar, foram aplicados exercícios de reconhecimento do espaço, de si e do outro. Em roda, as e os jovens foram convidados a ouvir a poesia Milionário do Sonho, na voz de Emicida e Elisa Lucinda

 

 

Logo depois, cada jovem recebeu quatro balões de cores diferentes e quatro pedaços de papel, correspondendo a quatro categorias de sonho: sonho afetivo, sonho profissional, sonho social e sonho pessoal, e foram convidados a escrever seus sonhos no papel e colocá-los no balão correspondente. Depois de encherem os balões, cada um pode customizá-los livremente, para que pudessem reconhecê-los.

Cada um dos jovens escolheu o balão correspondente a um sonho para começar a dinâmica. Com o balão em mãos, o primeiro exercício consistia em interagir com ele sem que deixasse chegar ao chão, sem estourar ou que o perdesse no meio da turma. Os educadores então trouxeram o restante dos balões com os sonhos de cada jovem para a roda, propondo que criassem estratégias individuais e coletivas para se relacionar com todos eles, mantendo a mesma regra inicial.

A certa altura da atividade, os jovens foram levados a escolher seu sonho “menos importante”, estourando o balão correspondente. A escolha foi repetida até que cada adolescente carregava apenas seu sonho mais importanteA turma foi convidada a compartilhar qual sonho mantiveram consigo e o por que de sua escolha, enquanto a equipe de educadores apresentava a eles os conceitos tema do encontro. No final desta dinâmica, os jovens criaram uma escultura coletiva com seus balões dos sonhos. 

A próxima atividade foi um exercício de estímulo ao desejo de sonhar com uma nova pergunta chave foi lançada: O que eu sonho quando sonho?

Em grupos de quatro a cinco pessoas, a turma foi apresentada a notícias de jornais relacionadas a diferentes temas relacionados à juventude, do ponto de vista social, político, cultural e econômico, entre outros. Cada grupo escolheu entre uma e três notícias para fazer uma leitura crítica, analisando fatos narrados e refletindo os diferentes aspectos a eles relacionados. 

A partir da pergunta Como poderia ter sido, se …, cada grupo recriou uma das notícias analisadas, usando os sonhos de cada membro do grupo como inspiração, com o convite para que cada um se permitisse sonhar além dos sonhos possíveis. As notícias recriadas foram organizadas em fanzines.

Para encerrar o encontro, as e os jovens foram convidados a refletir sobre as competências trabalhadas nas dinâmicas, os processos individuais e coletivos que fizeram parte dessa experiência. Como tarefa, cada adolescente foi convidado a trazer consigo um objeto que representasse seu sonho no próximo encontro.

Para dar continuidade ao aprendizado sobre a importância de desenvolver o pensamento crítico e criativo, a autonomia, a resiliência e a responsabilidade, a segunda parte do encontro sobre sonhos, propósitos e objetivos começou com uma reflexão sobre os aspectos socioculturais que influenciam nossas escolhas e a percepção da diversidade de narrativas que cada indivíduo pode ter sobre si. 

A turma foi convidada a refletir ainda sobre O perigo da história única, assistindo à palestra da escritora nigeriana Chimamanda Adichie sobre o tema:

 

 

Durante o debate após a palestra, foi elaborado um quadro de nomes de pessoas que consideradas referências para o grupo. A partir da análise do quadro , foi proposta uma reflexão sobre “O que eu quero” e “O que fui convencido(a) a querer”.

Uma segunda pergunta foi lançada à turma, com o objetivo de promover um debate sobre autonomia e a responsabilidade sobre suas escolhas e sonhos: Quem eu sou e quem eu quero ser?

Após organizarem a sala com os objetos representativos que cada jovem apresentou, eles foram convidados a refletir sobre esta escolha ao som da música “Que nem a gente” de Celso Viáfora:

 

 

Em seguida, cada jovem foi convidado a falar sobre seu sonho a partir do objeto que escolheu. Após esta rodada, cada jovem recebeu uma folha de papel para responder às perguntas: Quem eu sou? e Quem eu quero ser?, refletindo sobre os sonhos que carregam consigo, mapeando os possíveis de realização e os mais difíceis a médio, curto e longo prazo.

Diante das respostas à questão Quem eu quero ser, uma segunda folha, personalizada com informações relacionadas às ideias de sonhos, propósitos e objetivos, foi entregue aos jovens, para que realizassem um mapeamento a partir das seguintes questões:

  • – O que eu preciso fazer para ser quem eu quero ser?
  • – Quais as facilidades para ser quem eu quero ser?
  • – Quais as dificuldades para ser quem eu quero ser?
  • – Por que eu quero ser quem eu quero ser?

Algumas competências práticas como comunicação e comunicação interpessoal, o pensamento crítico, a criatividade, a expressão corporal e verbal e o letramento digital foram trabalhadas no encontro ‘Conhecendo as profissões’.

Para proporcionar uma reflexão coletiva e crítica sobre o tema profissões e mercado de trabalho, a turma foi dividida em grupos para montar juntos um painel, a partir de algumas orientações:

  • O que é uma profissão?  (resposta coletiva)
  • Escreva até 05 profissões/área que você acha que nunca trabalharia. (individual)
  • Escreva até 05 profissões/área que você admira, mas acredita não ter perfil. (individual)
  • Escreva 03 profissões que você se interessa e gostaria de conhecer mais.

Após um tempo de “pesquisa-ação”, cada jovem apresentou suas três profissões selecionadas.

Para relacionar autoconhecimento, criatividade, sonhos e senso crítico, a turma foi convidada a debater a pergunta Como escolher uma profissão?, após assistirem o vídeo COMO ESCOLHER UMA PROFISSÃO: Dicas de carreira para jovens e adolescentes”, do canal Manual do Homem Moderno, no Youtube:

 

 

Após o debate e com o painel de profissões montado, as e os adolescentes foram orientados a pesquisar usando a internet:

  • Uma curiosidade de cada profissão;
  • Pontos positivos de cada profissão;
  • Pontos negativos de cada profissão;
  • Qual a formação necessária?  

Posteriormente, cada jovem apresentou o material pesquisado e foi realizada uma reflexão sobre a importância da responsabilidade e do autoconhecimento na hora de fazer escolhas profissionais.

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