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Quiz

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Educomunicação

1. Comunicação não tem nada a ver com direitos humanos, pois é um bem privado, gerido por empresas do ramo, com expertise técnica para tocar grandes emissoras de telecomunicação.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Falso: A Comunicação é um direito humano garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo XIX. No Brasil, também está garantido na Constituição Federal de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Estatuto da Juventude. Em todos esses documentos a premissa é de que todas as pessoas têm direito a acessar informações livremente, à livre opinião e a se expressarem por meio de diferentes meios.

2. A representatividade das múltiplas culturas, raças, etnias, religiões, sotaques, etc. na mídia é importante, pois reconhece nossa diversidade e fortalece a autoestima do nosso povo.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Verdadeiro: Há uma série de estudos que apontam a importância da representatividade e da pluralidade de vozes nas telas e na equipe técnica de redações, rádios e emissoras. Devido a pressão de movimentos organizados de diferentes grupos oprimidos e de políticas públicas criadas nos últimos 14 anos, temos hoje maior representatividade de negros, mulheres, LGBTs e indígenas na mídia, o que diminui um pouco a desigualdade e proporciona outros olhares sobre esses grupos. A luta vem sendo para a ampliação e qualificação desse espaço.

3. A educomunicação é um método que consiste no treinamento de jovens para o mercado de trabalho na área da comunicação. Falso: A Educomunicação não é necessariamente um método, ainda que disponha de diferentes técnicas de educação popular e criação de mídia. Também não é apenas uma proposta de treinamento para gerar mão de obra para o mercado da comunicação, ainda que os educandos de processos educomunicativos possam fazer uso dos conhecimentos adquiridos como porta de entrada para a profissionalização na área. A educomunicação cria processos e ecossistemas abertos para o diálogo por meio do uso eficiente das TIC, em consonância com a defesa de direitos humanos.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Falso: A Educomunicação não é necessariamente um método, ainda que disponha de diferentes técnicas de educação popular e criação de mídia. Também não é apenas uma proposta de treinamento para gerar mão de obra para o mercado da comunicação, ainda que os educandos de processos educomunicativos possam fazer uso dos conhecimentos adquiridos como porta de entrada para a profissionalização na área. A educomunicação cria processos e ecossistemas abertos para o diálogo por meio do uso eficiente das TIC, em consonância com a defesa de direitos humanos.

4. As TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) são ferramentas importantes para renovar a educação escolar e tornam as aulas mais atraentes para os jovens.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Verdadeiro: As TIC podem ser, de fato, potentes ferramentas educativas para facilitarem o aprendizado e tornar aulas mais interessantes. Mas elas não são um fim em si. Elas devem estar aliadas a processos educativos sustentados no diálogo, na participação e na autonomia dos estudantes.

5. Mais de 80% da população brasileira tem acesso à internet.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Falso: Essa é a média europeia, no Brasil as pesquisas mais recentes apontam que apenas 57% da população têm acesso à rede. Esse número é ainda um pouco abaixo da média das Américas que é de 64%. É importante pontuar que a maioria dos brasileiros acessa a internet por meio de smartphones e tablets. E que o acesso à conexão está diretamente ligado ao nível de escolaridade, ou seja, quanto maior o nível de escolaridade maior é o acesso (dados IBGE 2016).

6. A primeira vez na história em que a comunicação apareceu como um direito instituído por lei foi na Declaração dos Direitos de Homens e Mulheres Cidadãs, na França, em 1789.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Falso: A lei referida é de fato de 1789, mas se chamava “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, a diferença parece banal, mas comprova um sério recorte de gênero, já que na França da época as mulheres não eram consideradas cidadãs em sua plenitude e lutavam por uma série de direitos que ainda não dispunham como o voto e o direito a não serem violentadas por seus maridos. Uma das expoentes dessa luta foi Flora Tristan, que tinha severas críticas ao nome da declaração. Logo, apesar de terem sido pioneiros no caminho de reconhecer o direito humano à comunicação, os franceses só vieram a possibilitar que as mulheres votassem em 1945, sendo um dos últimos a reconhecer o voto feminino na europa. Para se ter ideia, no Brasil as mulheres já votam desde 1932.

7. A internet foi uma das ferramentas mais potentes na mobilização das manifestações de junho de 2013.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Verdadeiro: Os jovens usaram muito as redes sociais tanto para mobilizar pessoas, quanto para disputar as narrativas que estavam sendo criadas sobre as manifestações. Por elas circularam relatos de violência policial e a exposição das motivações para os protestos, e isso foi fundamental para mudar a opinião da sociedade sobre eles. Porém, cabe lembrar que o grupo responsável por articular a maior parte dos atos nesse período, o MPL (Movimento Passe Livre), é um movimento que tem bases na rua. De modo geral, a luta por narrativa e reconhecimento nas redes é legítima, mas não pode se ater somente ao universo digital. Aliás, muitos grupos que só tem base virtual costumam ser despolitizados e, muitas vezes, não têm proximidade com as causas que dizem defender.

8. Eu vejo na TV o que eles falam sobre os jovens não é sério.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Verdadeiro: Ainda que existam algumas boas experiências de programas juvenis na mídia comercial, de modo geral, os adolescentes e jovens não têm espaço privilegiado nos grandes meios de comunicação e, na maioria dos casos, quando isso acontece é por meio de personagens fakes com comportamentos e discursos estereotipados. Isso acontece porque boa parte dos programas de temática jovem são produzidos por adultos e velhos, com pouca ou nenhuma participação de jovens na construção de pautas e roteiros direcionados para seu público. E também porque esses programas se pautam em uma noção preconceituosa sobre essa fase da vida, entendendo adolescentes e jovens como problema, alienados ou revoltados.

9. As concessões públicas de TV e Rádio são dadas aos grupos empresariais e outros grupos sociais interessados por meio de votação popular.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Falso: As emissoras interessadas devem vencer um processo licitatório e cumprir uma série de exigências em relação a sua programação para que garantam a pluralidade e a diversidade da sociedade brasileira. Cabe à União, por meio do Ministério das Comunicações, conceder a empresas privadas, por meio de concessões, o direito de possuir um canal de rádio ou televisão no Brasil. Essas regras existem porque há um limite físico para a existência de emissoras de rádio e televisão, determinado pelo espectro das faixas de frequência, diferente de jornais, sites etc. Mas o processo das concessões não são transparentes e não há espaços de consulta pública, nem de apreciação ou fiscalização do que fazem as emissoras, o que favorece os oligopólios em detrimento de rádios comunitárias e canais públicos ou educativos.

10. Os coletivos e grupos da mídia alternativa são, na maioria dos casos, a melhor saída para se obter uma informação mais diversa e em defesa do povo.

  • A
    Falso
  • B
    Verdadeiro
Verdadeiro: A mídia alternativa é muito importante para ampliarmos nossa compreensão do mundo. Mas é importante sempre que se faça uma comparação entre diferentes canais e fontes, seja na mídia alternativa ou comercial, fazendo o balanço entre os diferentes pontos de vista e se tenha mais dados para formar sua opinião. Além disso, é fundamental checar a veracidade das informações que você acessar. O importante é ser sempre crítico a tudo que se ouve, lê ou assiste na TV e buscar o máximo de informações e opiniões.

Não virou

Você ainda precisa aprender mais sobre participação. Volta lá e dá uma lida no texto sobre participação e conheça também as novas formas de participação juvenil.

Deu pra se virar

Muito bem, você já sabe muita coisa sobre participação juvenil. Isso é muito importante, seu interesse mobiliza mudanças na sua vida e na vida de outros adolescentes e jovens. Que tal realizar a atividade do Faça você mesmo e aprofundar o tema com a galera?

Viração total

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